domingo, 30 de julho de 2017

ALMÔNDEGAS NAPOLITANAS COM MOLHO DE TOMATES E MANJERICÃO

PARA AS ALMÔNDEGAS
500g de carne moída (acém ou peixinho)
500g de carne suína moída
1 colher (chá) rasa de tempero ou sal
1 colher (sopa) de molho inglês
1 colher (sopa) de cebola ralada
2 dentes de alho amassados
100g de mortadela ralada grossa
100g de queijo mussarela ralado grosso
1 ovo
3 colheres (sopa) cheias de farinha de trigo
PARA O MOLHO
1 cebola grande picada
2 dentes de alho amassados
3 tomates sem peles e sementes picados
1 pimentão verde pequeno picado
cheiro verde picado a gosto
1 colher (chá) de tempero
Corante o suficiente
3 colheres (sopa) de manjericão fresco picado ou 1 colher (sopa) rasa de manjericão desidratado
2 colheres (sopa) de açucar
PREPARO DAS ALMÔNDEGAS
Numa tigela média junte a carne moída, sal, molho inglês e misture bem.
Acrescente a cebola e o alho, e o restante dos ingredientes.
Amasse com as mãos até obter uma mistura homogênea.
Unte as mãos com um pouco de azeite ou óleo, faça as almôndegas.
PARA O MOLHO:
Refogue a cebola e o alho. Acrescente os outros ingredientes.
Deixe ferver até cozinhar e começar a engrossar levemente o molho.
Coloque as almôndegas, mexer só quando firmes, deixe até cozinhar completamente.
NOTA
_Se utilizar manjericão desidratado coloque apenas 1 colher de sopa rasa.
_As almôndegas ficarão mais firmes se depois de preparadas, colocar no congelador ou freezer por uns 30 minutos ou até que comecem a congelar. _Resultado muito bom se preparadas de véspera. Pegue-as congeladas e coloque no molho de tomates fervente.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

FRANGO GRELHADO COM CREME DE MARACUJÁ E TEPPAN YAKI DE LEGUMES

TEPPANYAKI: estilo da culinária japonesa que usa a chapa para preparar os alimentos. Teppan: chapa de ferro. Yakki: grelhado, assado, frito.

PARA O FRANGO
1 kg de filé de peito de frango higienizado (colocar de molho em água e suco de limão ou vinagre) e cortado em bifes
1 colher (sopa) de tempero em pó para frango
1 colher (café) de sal grosso
2 colheres (sopa) de molho shoyu
3 colheres (sopa) de azeite 
1 dente de alho fatiado
PREPARO
Escorrer o filé de frango. Temperar os filés. Deixar por 30 minutos em geladeira, ou temperar de véspera. Fatiar o alho e dourar no grill. Grelhar o frango no ponto desejado regando com o azeite aos poucos. Tampe um pouco para não respingar e também deixar o peito de frango úmido. Antes de chegar no ponto desejado, encoste o frango em um canto do grill e comece a fazer o grelhado dos legumes.
TEPPAN YAKI
Brocólis cozido
Tiras de cenoura cozida
Tiras de pimentão verde e vermelho
Batatas cortadas em cubos e cozidas
Cebolas em rodelas
Azeitonas verdes ou pretas
Palmito cortado em pedaços
Abobrinha italiana cortada em tiras e aferventadas rapidamente
1 tomate sem sementes cortado em tiras grossas
PREPARO
Coloque aos poucos os legumes arrumando-os um ao lado do outro, regue com mais azeite e deixe dourar um pouco.Tampe e deixe grelhar e manter a umidade. Polvilhe um pouco de sal.
PARA O CREME DE MARACUJÁ
Polpa de 1 maracujá pequeno com sementes (em torno de 3/4 de xícara de chá)
100 a 200g de creme de leite (coloque aos pouco até chegar ao sabor que você deseja)
1 colher (sopa) de açucar (opcional)
PREPARO
Misture todos os ingredientes, reserve. Monte o prato com o frango grelhado, legumes grelhados e o molho de maracujá.
Este creme é um delicioso acompanhamento!

domingo, 16 de julho de 2017

CODORNAS COM BACON E MOLHO DE LARANJA

PARA TEMPERAR AS CODORNAS
4 codornas
1 colher (chá) rasa de sal ou de tempero pronto
2 dentes de alho amassados
1 colher (café) de casca de laranja ralada
4 colheres (sopa) de molho shoyu
1/2 xícara (chá) de suco de laranja
PARA REFOGAR
100g de bacon em fatias
1 cebola grande cortada em fatias finas
1 tomate maduro grande sem sementes picado
1 pitada de orégano
Água o suficiente para cozinhar
PARA O MOLHO DE LARANJA
2 xícaras (chá) de suco de laranja (fruta)
2 colheres (sopa) de açucar
1 colher (café) de casca de laranja ralada
1 colher (sopa) de amido de milho
100g de creme de leite
Sal a gosto
PREPARO DAS CODORNAS
Tempere as codornas e deixe na geladeira por 3 horas ou de véspera.Retire as codornas da vasilha e reserve a marinada que se formou. Leve ao fogo uma panela que acomode todas as codornas. 
No fundo coloque as fatias de bacon, fritar um pouco, retire metade e reserve. Por cima arrume metade das fatias da cebola, metade do tomate e as codornas. Cubra as codornas com restante das fatias de bacon, cebola e tomate. Tampar e refogar por uns 5 minutos em fogo médio. Despeje o caldo que se formou do tempero das codornas, o orégano e água que cubra. Colocando um pouco mais de água se necessário até cozinhar. Ficam bem macias.
PARA O CREME DE LARANJA
Leve ao fogo todos os ingredientes, exceto o amido de milho e o creme de leite, misturando de vez em quando, quando ferver acrescente o amido de milho dissolvido em um pouco de água mexendo sem parar. Engrossa levemente. Acrescente o creme de leite. Misture e desligue o fogo. Despeje sobre as codornas decorando a gosto. 
Servi com um purê de batatas feito com cebola ralada, manteiga, sal e 100g de creme de leite. Brócolis cozido rapidamente deram mais cor ao prato. Tomates cerejas partidos ao meio e temperados com azeite e sal combinam bem.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

CUMBUCA DE FRANGO COM CREME DE MILHO

 Para aquecer as noites de inverno, servir como entrada em pequenas tigelinhas ou deliciar as nossas festas juninas.
PARA O RECHEIO DE FRANGO
1 colher (sopa) de azeite ou manteiga
2 dentes de alho fatiados
1 tomate médio maduro sem sementes picadinho
2 colheres (sopa) de molho shoyu
cheiro verde picado a gosto
1 pitada de orégano
300g de frango cozido e desfiado com 1 xícara do caldo do cozimento
PREPARO
Leve ao fogo uma panela com o azeite ou a manteiga, frite um pouco o alho, depois a cebola. Acrescente o tomate, misture por uns 2 minutos, fazendo um refogado. Coloque o frango desfiado com o caldo, o orégano, cheiro verde e o molho shoyu. Misture e aqueça por uns 3 minutos.

PARA O CREME DE MILHO
2 latas de milho ou 400g de milho verde fresco retirado da espiga 
1 litro de leite
1 colher (café) rasa de sal ou 1 tablete de caldo de legumes ou de galinha
PARA ACOMPANHAR
Queijo minas curado ralado
Batata palha
PREPARO DO CREME DE MILHO
Bata no liquidificador o milho, leite e sal ou caldo de legumes ou de galinha por no mínimo 1 minuto. Leve ao fogo em uma panela mais grossa mexendo sem parar até cozinhar e engrossar. Depois de ferver, abaixe o fogo, continue mexendo por mais uns 5 a 10 minutos.
DICA DA CHEF: Se quiser um creme mais macio mais mole, acrescente mais leite. O creme fica na textura que você desejar.
MONTAGEM
Em cumbuquinhas ou vasilha despeje o creme de milho, por cima espalhe o refogado de frango, cubra com mais creme de milho, polvilhe queijo ralado e sirva acompanhado de batata palha.
Pode ser levado ao forno, servir bem quente.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

CALDO CAIPIRA

Caldos alimentam, trazem conforto e são uma delícia!!!!
Nesta receita juntei alguns ingredientes que trazem todos estes adjetivos, experimente, ficou muito gostoso.

PARA A 1ª PARTE DO CALDO
100g de bacon picado
150g de linguiça caipira suína ou linguiça calabresa, aferventada e cortada em rodelas
1 cebola grande picada
2 dentes de alho amassados
2 tomates médios maduros sem sementes picado
1 pimentão verde pequeno picado
1 litro de água
PREPARO
Frite o bacon, retire e reserve. Na mesma gordura que se formou, frite a linguiça, retire e reserve.
Refogue a cebola, depois o alho, acrescente os tomates e o pimentão, misture e refogue por 2 minutos, despeje a água.
PARA A 2ª PARTE DO CALDO
1 pitada de pimenta calabresa
300g de mandioca crua descascada e ralada grossa (veja foto abaixo)
2 tabletes de caldo de bacon ou de carne
se quiser 1/2 lata de milho verde escorrida
2 colheres (sopa) de cheiro verde picado
PREPARO
Acrescente a linguiça reservada, a pimenta calabresa, a mandioca, o caldo e se quiser o milho verde. Por último o cheiro verde. Deixe cozinhar mexendo de vez em quando até cozinhar a mandioca, fica como um creme grosso. Acrescente mais água sempre que precisar
FINALIZAÇÃO
100g de cubos de queijo mussarela
1 copo de requeijão cremoso
cubos de bacon frito
cheiro verde picado a gosto

Coloque em cumbuquinhas ou vasilha grande, espalhe os cubos de queijo, colheradas de requeijão cremoso, os cubos de bacon reservados e o cheiro verde. Sirva bem quente!

terça-feira, 30 de maio de 2017

SOPA DE LEGUMES COM CARNE E SUAS VARIAÇÕES

Leves, rápido preparo, suculentas, deliciosas!!!
As variações de sopa que podemos preparar e que confortam corpo e alma nos dias mais frescos ou frios, sem falar na leveza de um bom prato para a noite!
Esta sopa pode ter suas variações:
_Com ou sem carne;
_Com peito de frango cortado em cubos;
_ Com linguiça suína sem a pele e despedaçada
_Com o macarrão padre nosso ou outro: ave Maria, espaguete, parafuso;
_Podemos acrescentar ou retirar o legume ou verdura que deseja.
300g de carne bovina moída
1 cebola grande picada
3 dentes de alho amassados ou ralados
1 tomate grande sem sementes picado
1/2 pimentão verde pequeno picado
1 pitada de corante ou mais se gostar (pode substituir por 2 colheres (sopa) de molho de tomates pronto ou 01 colher (sopa) de extrato de tomates)
2 cenouras médias descascadas e picadas em cubos
1 chuchu médio descascado e picado em cubos
1 pedaço de abóbora japonesa sem sementes e com casca picada em cubos (cerca de 200g)
Sal o necessário (se você usa coloque 01 tablete de caldo de legumes ou de galinha substituindo o sal)
1 pitada de orégano
1 pitada da pimenta de sua preferência (opcional)
1 1/2 xícara (chá) de macarrão Padre Nosso (o que usamos nesta receita- foto)
Cheiro verde picado a gosto
PREPARO
Em uma panela coloque a carne moída e tampe mexendo de vez em quando para refogar. (Observe que não usamos óleo).
Se optar pelo frango ou linguiça proceda da mesma forma.
Com a panela tampada, vai juntar água da própria carne. Assim que começar a secar, abra e continue mexendo até começar a fritar, assim obteremos o óleo da própria carne. 
Acrescente o alho e a cebola misturando por uns 3 minutos. Junte o corante, os legumes e verduras e todos os outros ingredientes. Cubra com água e deixe cozinhar até ficarem quase macios. Coloque o macarrão para que cozinhe junto com os legumes finalizando o cozimento de tudo.
Ferver até o ponto desejado formando o caldo da sopa na espessura que quiser. Prove o tempero e se necessário acrescente mais sal.
Se precisar vá acrescentando água para o cozimento dos ingredientes.
Polvilhe o cheiro verde no momento de servir.
Acompanhe com fatias de torradas ou seu pão preferido. 
Esta receita serve bem de 02 a 03 pessoas, dependerá do tamanhp da sua fome, rsss!!!

segunda-feira, 29 de maio de 2017

CHÁ DE AMENDOIM

Frio, Festas Juninas, Tempo de alegrias....
500 ml de leite
1 lata ou caixa de leite condensado (395g)
2 xícaras (chá) de amendoim torrado e moído
2 cravos da índia
2 pedaços de canela em pau
2 colheres de sopa de cachaça (opcional)
1 pitada de sal
Canela em pó para polvilhar
Açúcar ou mel para adoçar, caso necessário
PREPARO
Misture todos os ingredientes, exceto a canela em pó e a cachaça. 
Leve ao fogo, deixe cozinhar até que levante fervura misturando de vez em quando para não derramar. Ferver por 5 minutos para apurar os sabores.
Se optar pela cachaça, misture antes de retirar do fogo, desligue e sirva.
Sirva ainda quente polvilhando a canela em pó por cima para temperar a bebida.
Se desejar uma bebida mais doce, acrescente o mel ou açucar enquanto ainda ferver.
DICAS PARA UM CHÁ DE AMENDOIM
_Se quiser um chá mais espesso, mais cremoso, acrescente 01 colher (sopa) de amido de milho junto aos ingredientes, misture e leve ao fogo mexendo sempre até que adquira a consistência desejada. 
_Se fizer uma quantidade maior do chá de amendoim, ele pode ser mantido na geladeira por entre 3 e 5 dias, bastando que você o aqueça quando desejar consumir.
_Um chá com sabor e aparência gourmet, reservar um pouco de amendoim moído e despejar por cima da bebida pronta. Dessa forma, você garante contraste de texturas e sabores.
_Amendoim e chocolate, que casamento perfeito:
Quando estiver fervendo coloque 50g de chocolate de cobertura meio amargo raspado e misture. Depois de servido na xícara decorar com um pouco de raspas de chocolate e amendoim inteiro ou moído torrado.

sábado, 13 de maio de 2017

E SOBRE O AZEITE?




Origem
Como e quando surgiu o azeite não se sabe ao certo. O mais provável é que a primeira vez que se extraiu o óleo do fruto do zambujeiro (oliveira selvagem) tenha sido acidentalmente, como a maioria das invenções. Sabe-se, contudo, que foram encontrados caroços de azeitona da Era Paleolítica na França e em Biblos; há indícios da existência de oliveiras na Península Ibérica desde o Neolítico; o código de Hamurabi já regulamentava seu comércio cerca de quatro mil anos atrás; e já se comercializava o óleo há três mil anos no Egito.


O uso do azeite na Antiguidade


Por volta de 3.000 anos antes de Cristo, a oliveira já seria cultivada por todo o Crescente Fértil. Sabe-se, no entanto, que, há mais de 6 mil anos, o azeite era usado pelos povos da Mesopotâmia como um protetor do frio e para o enfrentamento das batalhas, ocasiões em que as pessoas se untavam dele.

De acordo com a Bíblia, havia comércio de azeite entre os negociantes da cidade de Tiro, que, provavelmente, o exportavam para o Egito, onde as oliveiras, na maior parte, não oferecem um produto de boa qualidade. 
Na Biblia confirmação em inúmeras passagens, dentre elas: 
Ordene aos israelitas que tragam azeite puro de olivas batidas para a iluminação, para que as lâmpadas fiquem sempre acesas. 
Com a melhor farinha de trigo, sem fermento, faça pães e bolos amassados com azeite, e pães fi­nos, untados com azeite. 
o vinho, que alegra o coração do homem;
o azeite, que lhe faz brilhar o rosto,
e o pão, que sustenta o seu vigor. 
Pois os lábios da mulher imoral destilam mel, 
sua voz é mais suave que o azeite;

Segundo opinião corrente, a azeitona é originária da Ásia Menor, mais precisamente entre o Cáucaso e o planalto iraniano, tendo se espalhado pela Grécia, Itália, França, Mesopotâmia, Península Ibérica, Norte da África e ilhas do Mediterrâneo, sobretudo em Creta. A difusão do azeite pelo do interior destas regiões atravessou diversos acontecimentos históricos.
No século XIV, a população européia foi dizimada pelas epidemias de peste. Além disso, o continente passou por alterações climáticas que causaram mudanças na agricultura.
Por isso, a olivicultura se concentrou na região Mediterrânea, com clima mais propício. Oliveiras se espalharam pela Itália, com grande auxílio da família Médici, que cedeu terras para o governo, na Toscana, com intuito de transformá-las em olivais ou vinhedos. Nos séculos seguintes, o cultivo foi evoluindo e se difundindo. Assim, foi levado pelos espanhóis para as Índias Orientais e, mais tarde, para a América.
O cultivo foi introduzido nos Estados Unidos nos tempos coloniais pelos jesuítas e chegou ao México no século XVII. O azeite passou por diversos estudos, adaptações, novas técnicas de poda, prensagem, mecanização da colheita etc, melhorando assim sua qualidade e alcançando o status que possui hoje.
É obtido por prensagem a frio das azeitonas, fruto da oliveira. O produto da primeira prensagem é chamado de azeite extra-virgem, enquanto o restante, de várias qualidades inferiores, é conseguido mediante prensagens sucessivas, com o uso do calor nos últimos processos.
As palavras azeite e azeitona originam-se do árabe az zayt az zaytuna, respectivamente. Zayt ou zait é uma antiga palavra semita que em hebraico e sob a forma zeit significa oliva, a árvore que produz as azeitonas, com denominação botânica Olea europaea. O monte das Oliveiras, onde Jesus se retirou para orar, chama-se har-ha-zeit em hebraico.
As principais características sensoriais do azeite são: 
_Notas frutadas
_Amargor
_Picancia. 

E são esses elementos que se deve buscar ao provar um azeite. Quanto mais fácil surgirem os atributos, mais novo o azeite.
Frutado
Pode ser sentido no aroma e no sabor e está diretamente ligado ao frescor. Pode ser mais ou menos intenso, remeter a fruta verde ou madura, pode lembrar campo, tomate, amêndoas ou até chocolate. A presença de frutado é indicador de qualidade, azeite sem fruta não é bom. Mas tanto faz o tipo de fruta.
Amargor
É sentido sobre a língua e pode ser mais ou menos intenso. Um bom azeite deve apresentar equilíbrio entre o amargor e a picância.
Picância
É sentida quase na garganta. A intensidade depende da variedade da azeitona. Amargor e picância intensos vão bem com pratos mais condimentados.
Cor
Tom esverdeado indica que o azeite foi recém-espremido. Com o tempo, que pode variar de seis meses a um ano, o óleo vai ficando mais dourado.
A acidez
Não é perceptível ao paladar. Trata-se de um parâmetro químico que determina a quantidade de gordura do azeite. Se for menor que 0,8%, o azeite é extravirgem.
Quanto menor a acidez, melhor o azeite, mas não se trata de critério absoluto. O degustador Paulo Freitas ressalta: “um azeite com 0,2% de acidez pode ser menos agradável e até ter defeitos comparado ao que tenha 0,5%”.
Aquecer o azeite tira suas propriedades?
Verdade. Muitas de suas propriedades oxidam na presença do calor e da luz. O azeite aguenta a temperatura de 175º. "Acima desse ponto ele forma compostos voláteis e vira uma substância tóxica ao organismo, diz especialistas". Se consumido pode provocar irritação na mucosa gastrointestinal e diarréia.  
Azeite de Oliva: Virgem, extravirgem, refinado.
Qual a diferença?
Todos os azeites de oliva têm como matéria-prima a azeitona. O que os diferencia é o número de etapas de refinamento pelas quais passam. Isso altera a acidez do óleo, ou seja, a qualidade. Quanto menor for seu índice de acidez mais benefícios ele terá.
Extravirgem
Dos três tipos, o que tem menor acidez (até 1%) é o extravirgem. Esse óleo possui substâncias que combatem o colesterol ruim. Também impede o depósito de gordura abdominal, afinando a cintura e afastando o risco de doenças cardíacas e diabetes. Só não pode abusar na quantidade, pois uma colher de sopa contém cerca de 108 calorias! O ideal é consumir duas colheres de sopa por dia: uma no almoço e outra no jantar.
E como deve ser usado? É recomendável utilizá-lo em pratos que não vão ao fogo, como, saladas, pães, queijos e outros petiscos. Se aquecido, esse óleo pode perder suas propriedades benéficas.
Virgem
Mesmo sendo um pouco mais ácido que o extra (até 2%) ao ser aquecido, seu aroma é ressaltado e seu sabor é mais adocicado. Já para praatos quentes, como carnes, o azeite virgem é a melhor opção.
Refinado
Melhor usá-lo em frituras. Ele tem mais de 2% de acidez; porém, ainda assim, é mais saudável que o óleo tradicional de soja, por exemplo.

Beneficios
Cientistas europeus mostraram que o consumo regular impede o depósito de gordura na barriga, onde fica justamente o tipo mais perigoso para o coração. Ele ainda protege a pele contra as agressões causadas pelos raios ultravioleta, combate dores e inflamações, facilita a digestão, melhora a atividade intestinal e estimula a absorção de cálcio pelos ossos.
Os antioxidantes do azeite impedem a ação dos radicais livres que provocam a oxidação do colesterol e o acúmulo de placas de gorduras nos vasos, concluiu um trabalho realizado por bioquímicos da Universidade Estadual Paulista em Botucatu, no interior de São Paulo, comprovando o que havia sido demonstrado em pesquisas anteriores conduzidas na Europa (sobretudo em países mediterrâneos, como Itália, Espanha, França e Grécia) e nos Estados Unidos.
No século XIV, a população européia foi dizimada pelas epidemias de peste. Além disso, o continente passou por alterações climáticas que causaram mudanças na agricultura.
Por isso, a olivicultura se concentrou na região Mediterrânea, com clima mais propício. Oliveiras se espalharam pela Itália, com grande auxílio da família Médici, que cedeu terras para o governo, na Toscana, com intuito de transformá-las em olivais ou vinhedos. Nos séculos seguintes, o cultivo foi evoluindo e se difundindo. Assim, foi levado pelos espanhóis para as Índias Orientais e, mais tarde, para a América.
O cultivo foi introduzido nos Estados Unidos nos tempos coloniais pelos jesuítas e chegou ao México no século XVII. O azeite passou por diversos estudos, adaptações, novas técnicas de poda, prensagem, mecanização da colheita etc, melhorando assim sua qualidade e alcançando o status que possui hoje.

NOTA: este post foi coletado de informações de vários livros, artigos e postagens e algumas fotos da internet. Também parte didática de Oficinas e Palestras Gastronômicas que atuamos. Chef Bernadete Guimarães.

sábado, 6 de maio de 2017

FEIJOADA BRASILEIRA!!!!

Hoje é dia!!!!!!!!!  
A feijoada é um dos pratos típicos da cozinha brasileira. Encontra similares na culinária de todo o mundo, como o cassoulet francês, a feijoada à transmontana, de Portugal, a paella ou a fabada asturiana, ambos da Espanha. No Brasil, é feita da mistura de feijões pretos e de vários tipos de carne de porco e de boi, e chega à mesa acompanhada de farofa, arroz branco, couve refogada e laranja fatiada, entre outros ingredientes.
Couve e laranja, namorados perfeitos da Feijoada!!!!!
Molho apimentado feito do caldo da feijoada, cebola, tomate, pimentão, pimenta, cheiro verde. 
Cheiros e temperos!!!!!

Umas das minhas conservas preferida de pimentas que eu fiz. Toque singular em uma boa feijoada, para quem gosta, é claro!!!

ORIGEM
A explicação popular mais difundida sobre a origem da feijoada é a de que os senhores – das fazendas de café, das minas de ouro e dos engenhos de açúcar – forneciam aos escravos os "restos" dos porcos, quando estes eram carneados. O cozimento desses ingredientes, com feijão e água, teria feito nascer a receita. Tal versão, contudo, não se sustenta, seja na tradição culinária, seja na mais leve pesquisa histórica. Segundo Carlos Augusto Ditadi, especialista em assuntos culturais e historiador do Arquivo Nacional do Rio de Janeiro, em artigo publicado na revista Gula, de maio de 1998, "essa alegada origem da feijoada não passa de lenda contemporânea, nascida do folclore moderno, numa visão romanceada das relações sociais e culturais da escravidão no Brasil."
Atualmente, espalha-se por todo o território nacional, como a receita mais representativa da cozinha brasileira. Revista, ampliada e enriquecida, a feijoada deixou de ser exclusivamente um prato. Hoje, como também notou Câmara Cascudo, é uma refeição completa.
O paio é um dos ingredientes que dão sabor "enfumaçado", defumado...No dia de feijoada em Minas Gerais,  a boa cachaça, caipirinha, completam a festa!
Feijoada sem folha de louro? Para tudo:
primeiro perfume a ser lembrado!


FEIJOADA

1 kg de feijão preto
300 gr de costela bovina
300 gr de carne de sol ou carne seca
300 gr de lombo de porco salgado
300 gr de bacon em pedaços
300 gr de lingüiça calabresa defumada
300 gr de paio
300 gr de músculo bovino
300 gr de pé suíno defumado
300 gr de orelha suína fresca ou defumada
300 gr de rabo suino fresco ou defumado
10 dentes de alho socados
3 cebolas grandes picadas
15 caroços de coentro caroço verde socados
5 folhas de louro
Sal se necessário (colocar somente depois de cozida e provada)
Cheiro verde picado a gosto
NOTA: você pode escolher as carnes de sua preferência para compor sua feijoada.

PREPARO
Lave os ingredientes salgados se houver, deixe um pouco de molho para retirar o excesso de sal.  
Corte as carnes no tamanho desejado. Coloque de molho os ingredientes e o feijão em água que cubra. Deixe por umas 2 a 3 horas ou de um dia para o outro. No outro dia, escorra a água, coloque mais água fresca até cobrir, leve ao fogo para cozinhar. Refogue a cebola e o alho em uma com uma colher (sopa) de óleo, despeje na feijoada, coloque os outros ingredientes: coentro caroço socado e cheiro verde,  deixe ferver e prove o tempero. Quando estiver quase pronta acrescente a folha de louro e mais cheiro verde picado.

PARA O MOLHO DE FEIJOADA
Caldo da feijoada, cebola, tomate sem semente, pimentão verde picadinhos. Pimenta a gosto ou caldo de pimenta, cheiro verde.

ACOMPANHAMENTOS
Servir com couve frita em alho e óleo.
Arroz
Farofa ou Farinha de mandioca
Laranja
Vinagrete

CÁLCULO DE QUANTIDADE POR PESSOA

IMPORTANTE: essa quantidade é muito relativa. Se a turma gosta muito de feijoada, "aumente". Aqui é só uma base. Eu sempre calculo a mais. Quando sobra então querem levar. E é deliciosa para comer depois.


Abaixo um cálculo para 10 pessoas:


20g de alho

100g de cebola
1 kg de feijão
1,250kg de linguiça calabresa
200g de bacon
500g de costela fresca ou salgada
500g de lombo suíno
500g de carne seca ou de sol
400g de pé de porco
250g de orelha de porco
250g de rabo de porco

É claro que você pode retirar ou aumentar o ingrediente que mais gosta, deixando a feijoada a seu gosto. 


Arroz - 1 xícara para duas pessoas
Farinha ou farofa - 1 kg dá e sobra
Couve _ 02 maços

SUGESTÕES DE DECORAÇÃO PARA SERVIR FEIJOADA

Você pode usar nas mesas estopas como cobre-mancha, (encontramos para comprar no metro, algumas coloridas e também no seu tom natural).
Sempre a toalha branca embaixo e a estopa nas mesas pequenas de bico e na mesa onde ficará a comida para que os connvidados se sirvam como se fosse uma passadeira de mesa.
Na mesa maior de comida espalhe grãos cru de feijão preto e cascas de laranja.
_Nas mesas pequenas (dos convidados) pode colocar um arranjo pequeno de flores do campo ou girassol em cada.

_Se for um almoço o clima é bem descontraído, usar pratos e copos descartáveis, porém opte por aqueles de acrílico que além de serem mais firmes e resistentes têm uma melhor apresentação.

_Para servir a feijoada, o arroz e demais acompanhamentos use panelas e refratários de barro...

_Flores do campo no ambiente dão um toque especial! Olhe as que colocamos numa feijoada de família. Esta que aparece nas fotos são da minha cunhada Ivone, a melhor feijoada que conheço!




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